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Licor de Cacau - 2ª Temporada - #7 Red Velvet

outubro 31, 2018Cacau dos Santos

Foto: Cacau dos Santos (todos os direitos reservados)

1) Sobre fundo preto surgem, em letras brancas, sucessivamente, as seguintes frases:

AVISO: ...AAAAAH, vocês já sabem que aqui só tem zoeira!

(2) As frases desaparecem em fade e surge a primeira cena

No episódio anterior:
- Aí não amor, série chata pra caralho!
- Chata é você, sua chata!
- Eu não sou chata, só não acho que devemos ser obrigadas a ver tudo o que você quer.

- Aaah Cacau, tá tudo uma droga! Eu e a Mallu não estámos dando certo morando juntas. Eu jurava que as coisas iam ser diferentes mas a realidade tem sido bem pesada, viu.

- Como é que pode uma coisa dessas? Você entra na minha casa, bebe do meu álcool e tem a petulância de me afrontar e ainda falar mal da minha comida?! DO MEU PUDIM VEGANO! VAI TE TOMAR NO PUDIM, CARA!
- CHEGA! Já chega dessa palhaçada! Que cena mais ridícula essa de vocês dois!

- O que é que foi aquilo?
- Nem eu sei ao certo o que foi. Só sei que foi bem do ridículo!
- Você quer me dizer alguma coisa?
- Não. Você quer?

- Ela tem ciúmes de você, Camila. Ela sempre vai ter. Fato. Por isso é que eu não dou trela, só vai fuder com nossa relação e eu não quero que isso aconteça.
- Entendo...
- Deveria fazer o mesmo, ignorar os ciúmes do Pedro. Uma hora eles vão entender nossas birras e as loucuras da nossa amizade.
- ...é...



MÚSICA DE CENA:


5 de maio de 2018
Starbucks do Botafogo Praia Shopping
15h19 am


- Eu fiquei irada contigo. Irada num nível PUTA mesmo. Quando eu mais precisei de você, que você me ajudasse não só me dando apoio moral mas também me oferecendo um cantinho no seu apê, você tirou o seu da reta só pra não ter de morar comigo. Mas se fosse o contrário eu não pensaria 2x e te receberia na minha casa de braços abertos! Te ajudaria a se recuperar e a seguir com a sua vida. Era isso o que eu queria em troca. Até o Chouri ofereceu a casa dele pra mim, daí imagina como eu fiquei com o seu não? Mexida, claro! Era essa atitude acolhedora que eu queria do meu namorado e não do meu ex-namorado.
- ...
- E a partir daí o clima foi azedando entre nós e, pra piorar a situação, a Fabricia e a Manu não param de brigar e eu não consigo ter 1 minuto de paz na casa nova. Bom, eu tento ignorar as tretas das duas ouvindo ASMR mas você não sabe como é complicado abstrair um conflito que está acontecendo ao seu redor.
- ...
- E por fim foi aquela cena na social lá em casa... sim, aquilo foi patético, eu admito! E sim, eu confesso que fiquei com um pouco de ciúmes ao ver o Chouri com a Ana Júlia mas acredite em mim, Pedro, eu quero fazer as coisas entre nós dois darem certo. Eu quero lutar por esse relacionamento. Eu esperei tanto pra viver esse momento com você e eu sei que estou enfiando os pés pelas mãos mas eu também tô tentando de tudo pra salvar nosso namoro. Mas eu não vou conseguir vencer isso sozinha, eu preciso que você tente também.
- ...
- Você quer isso, Pê? Quer tentar salvar a nossa relação?
- ...
- Você gosta de mim mesmo?
- ... eu gosto, Camila. Gosto muito. Mas não gosto de ser tratado como otário. E nem enganado.
- Mas eu não tô te enganando! - exclamo quase que com raiva
- Aaah não?! - pergunta ironizando.
- Não! - afirmo com vontade.
- Então olha bem no fundo dos meus olhos e diz que você não gosta mais do Chouri!
- Ahh... - e perco as palavras.
- Vai Camila, nega isso bem na minha cara!
- Eu...

Aí que merda. Que. MERDA!

- Eu... ainda sinto alguma coisa, sim... - pronto falei.
- Eu sabia! Eu sabia! - fala enquanto dá um murro forte na mesa da cafeteria.

E todo mundo ao redor pára pra ver a cena. Aí que vergonha!

- Pedro calma, por favor... - peço abaixando a cabeça.
- Bem que a Ana Júlia falou que nós estávamos sendo cornos nessa história toda!
- Corno não que nunca te traí! Pelo contrário, chifrei foi o Chouri com você, lá no Rock in Rio no show da Lady Gaga sem a Lady Gaga. A você, acredite ou não, eu fui fiel.
- Em atitude pode ser mas não em pensamento!

Touchée!

- Cê tava me usando para esquecer esse babaca, né? Fala a verdade! - pergunta furioso.

- Eu nunca te usei nessa história. E já disse, fiquei com você porque eu quis. Porque eu gosto de você. Mas gosto dele também, confesso. Mais do que antes mas continuo gostando de você primeiro. É com você que quero ficar, já falei várias vezes! E eu tô aqui, admitindo isso e deixando bem claro que estou disposta a lutar por nós dois mas não posso entrar nessa guerra sozinha. Por isso eu tô te perguntando: Você gosta de mim, Pedro? Mesmo?! Você quer continuar comigo?
- Nesse momento eu não sei se quero continuar com você, não.

Aí!


- Talvez seja melhor a gente dar um tempo até as coisas se acalmarem, vai ser bom pra poder colocar as ideias no lugar.

- ...certo... - digo enquanto engulo em seco o choro.
- Você me entende, não é? - pergunta meio sem-graça.
- Entendo. E você, me entende? - pergunto enquanto o encaro séria.
- Não faz isso ser pior do que já está sendo, por favor - me pede já de coração partido.
- Tá e o que é que você quer que eu diga? Que tá tudo bem? Que eu vou ficar bem e te perdoou por estar sendo tão insensível? Aí sim eu ia estar mentindo bem na sua cara. Porque nada tá bem e eu não vou ficar bem tão cedo e te perdoou por estar sendo tão insensível e espero que um dia você me perdoe por essa confusão toda mas, pelo menos, eu me empenhei pela nossa relação. Esperava o mesmo de você.

E quando dou por mim as lágrimas já estão escorrendo pelo meu rosto. Droga, odeio essa minha sensibilidade aguçada.

Depois dessa Pedro fica calado, de braços cruzados e cabeça baixa. E é o silêncio mais constrangedor e doloroso que pode haver.

Por fim eu respiro fundo, enxugo minhas lágrimas, pego meu copo de café e me levanto.

- Eu nunca quis te magoar, Pedro - digo já de pé - tão pouco te desrespeitar. Agora se me dá licença, eu tô indo nessa.

E me viro para ir embora, mas bem na hora em que estou saindo da cafeteria, eis que um bolo inteirinho de Red Velvet chega e é colocado na prateleira. Paro, olho, analiso a situação com cuidado e volto pra mesa.

- OK, eu vou embora depois de comer uma fatia de bolo - explico à Pedro enquanto me sento novamente.

OLHO PARA A CÂMERA E FALO:
- Que é? Tô triste mas continuo com fome!


LICOR DE CACAU
SEGUNDA TEMPORADA

MÚSICA DE ABERTURA:

EPISÓDIO 7 – Red Velvet
Escrito por: Cacau dos Santos

Vou dar uma dica para vocês: Tá bem no meio de uma DR? Então sirva ao seu crush um pedaço de bolo Red Velvet! Sério cara, que bolo milagroso! Graças a ele eu voltei, sentei e continuei a conversa com Pedro e, adivinhem só? O clima desazedou (existe essa palavra?)!

Na verdade o bolo ajudou as coisas a fluirem e Pedro decidiu abrir o coração mas de uma maneira sincera sem ser ríspida:
- Eu sempre quis mandar esse tal de Chouri se foder!

OK, um pouco ríspida.

- Cara sonso do caralho! Vem com esse papinho de amigos de infância quando, na verdade, o que ele queria mesmo era comer teu rabo. E conseguiu! E vai conseguir de novo pois ele não te deixa!
- Bom, eu sempre detestei a sua prima Marjorie “Estiano” - confesso - Ela nunca me desceu! Ela gosta de você, sabia?
- E daí? Eu não gosto dela! - afirma sem pestanejar.
- Mas vocês já se pegaram que eu sei...
- ...lá atrás e foi só uma vez...
- ...Pedro...
- ...uma e meia.
- Uma e meia?
- É, na primeira vez rolou de tudo mas na segunda vez foi só sarrada no ar.
- Sei...
- A segunda não valeu por completo.


E já na segunda fatia de bolo:
- Eu nunca imaginei que você fosse começar a namorar esse babaca assim que eu voltasse para Juiz de Fora. Essa sua atitude me deixou putão mesmo. Sério, você fala de sentimentos e tal mas imagina como eu fiquei quando soube que você tinha ido pra cama com esse cara? Eu fiquei devastado!
- Brazil I´m Devasted - brinco.
- Você me julga por eu ter dado uma sarrada na minha prima mas quem começou com essa putaria toda foi você! Vacilo, hein. Peidou na farofa.
- Sabe por que eu fiquei com ele? Porque você começou a me destratar.
- Comecei a te destratar porque você beijou esse traste!
- Eu não o beijei, ele me beijou quando eu tava tendo uma onda.
- Uma onda na casa dele.
- E qual o problema de eu ter ido na casa dele?
- Aaah peraê, né? Sabendo que ele queria te dar uns pegas, você foi até a casa do cara, fumou um baseado, ficou doidona e achou mesmo que ele não ia se aproveitar da situação? Só sendo muito ingênua, né Camila!
- Eu fui até lá sem maldade alguma. Agora eu não posso controlar os desejos alheio, né? Por favor!
- Mas você poderia ter evitado tudo isso.
- Então tá dizendo que a culpa foi minha?
- Foi meio sua, sim!
- Nada a ver, Pedro!
- Nada a ver? Se fosse o contrário você pensaria EXATAMENTE isso!
- Tá bom, talvez eu tenha dado sopa para o Chouri e ele aproveitou e meteu a colher. Mas vale ressaltar que, até aquele momento, você não tinha assumido nenhum compromisso comigo, o que me permitia me envolver com outras pessoas, se quisesse.
- Então você não pode me culpar por ter dado uma sarrada na minha prima, afinal não tínhamos nada sério naquela ocasião.

Touchée encore!


E na terceira fatia de bolo:

- Eu pensei em te trair. Pagar na mesma moeda. Ia te chifrar com a Ana Júlia. A ideia foi dela, na verdade – confessa.

- Como é que é?! - exclamo.
- É, foi quando fomos embora juntos, fugidos daquela social dos infernos. Dividimos o Uber e, no meio do caminho, ela sugeriu da gente se dar uns pegas pra sacanear vocês dois. Até cogitei em aceitar a proposta e quase, quase mesmo, que fomos para um Motel muquifo ali na Tijuca. Mas não rolou. Eu tava puto demais pra fazer qualquer coisa naquele momento, puto até mesmo pra transar.
- ...olha eu nunca te ouvi falar tanto "puto" numa conversa.
- Pra você vê o grau de putice que atingi... e você, ficou com o Chouri aquela noite?
- Não! - exclamo.
- Pensou em ficar?
- Passou pela minha cabeça mas não alimentei a ideia.
- E se naquela noite ele tivesse te chamado para o crime, você teria ido?
- Não, eu não estava com cabeça para aquilo, assim como você.
- Ótimo, um chifre a menos.
- Para, eu nunca te chifrei, já disse. Chifrei ele com você então você quem saiu no lucro!


E já nos farelos do terceiro bolo:
- Eu não te quero mais sendo amiga dele. Eu sei que não posso pedir a você que deixe de ser amiga de alguém mas eu não te quero mais falando com esse sujeito. Me incomoda. Me irrita! Me desrespeita até – afirma Pedro, se referindo a Chouri.
- Eu posso diminuir a frequência com que falo com ele mas parar de falar, vai ser praticamente impossível. Ele se enraizou no meu ciclo de amizades. Está em todos os encontros, no grupo do WhatsApp, todo mundo gosta da presença dele. Eu também gosto. Tirar o Chouri assim da minha vida não dá. Mas posso parar de lhe dar tanta atenção.
- Já é alguma coisa.
- Então... isso é uma volta?
- Isso é um "vamos tentar mais uma vez mas com regras e restrições", se não der certo então...
- ...então vai ser isso.
- ...vai ser isso.
- Acho justo.
- Também acho... esse bolo é mesmo muito bom!
- Eu falei, não falei?!

A conta: R$ 114.

Ki Pariu! Mas valeu cada centavo. Pagamos tudo, selamos a paz e a união com um um beijo e saímos da cafeteria de braços dados e corações unidos e dispostos a fazer essa parada dar certo.

- Pê... - o chamo bem baixinho.
- Quê?
- ...ainda tô com fome. Bora voltar e pedir um Muffin de queijo?!
- Mel Deos o quê é que você tem no lugar do estômago? Uma lombriga?!


E mais tarde, já em casa...
Ganha um doce quem adivinhar o que Fabricia e Mallu estavam fazendo durante a minha ausência?... Claro, brigando! Chego no final da discussão e sinto o clima tenso e pesado no ar, mas disfarço/relevo pois estou tão feliz por ter me entendido com o Pedro que não quero que esse sentimento seja estragado por nada! Nem por briga dos outros. Desculpa aí mas hoje eu tô egoísta mesmo.
- Oi gente! - digo animada, enquanto entro em casa.
- Oi Cacau - responde Fabricia mega séria e se levantando do sofá.
- Oi... - responde Mallu com uma voz de choro e abaixando a cabeça, afim de conter as lágrimas.
- Vou na padaria e já volto - fala Fabricia bem ríspida.
- Vai fazer o que lá? - pergunta Mallu, surpresa.
- O quê que você acha? Vou ver um filme, né. Que pergunta mais estúpida! Claro que vou comprar pão!
- Aí grossa! Só perguntei porque se fosse pra comprar a droga do seu peito de peru que você tanto ama comer de manhã, ia dizer que ainda tem na gaveta da geladeira!
- Eu sei que tem a "droga do meu peito de peru" mas não tem a porcaria do seu pão de forma e tô indo lá justamente pra comprar isso. Francamente, viu...


OLHO PARA A CÂMERA E FALO:
- Cadê o Departamento do Vai Dar Merda?

E soltando fogo pelas ventas, Fabricia sai de casa batendo a porta com gosto (pra não dizer ira), deixando pra trás uma Mallu devastada.

- Tá vendo isso, Cacau? Tá vendo IÇÚ?! Qual a necessidade de tamanha grosseira?! Eu não tô mais aguentando esse comportamento da Fabricia! - desabafa já aos prantos.
- Calma Mallu, por favor - digo enquanto me sento ao seu lado e lhe ofereço um abraço quente e de mãe.
- Quer saber por que ela tá puta desse jeito hoje? - me pergunta.
- Quero, o que houve dessa vez?
- Ela tá puta assim por causa de uma coisa tão sem noção mas tão sem noção  que chega a dar dor de cabeça!
- Tá, e que coisa é essa? - pergunto já curiosa.
-  Tá assim só por causa de uma notificação no meu Facebook. Uma lembrança de 5 anos atrás com o Arthuzinho. AAAAH PELAMOR, NÉ!
- ...Arthuzinho?! - estranho.
- É, meu ex.
- Aaah tá, o Arthuzinho... não sei quem é, não.
- Hahaha, só você pra me fazer rir agora.
- Bom, que bom que meu senso de humor ajuda em algo.

Ela então enxuga as lágrimas e começa a me contar sobre o tal Arthuzinho:
- O Arthuzinho, a gente se conhece desde sempre. Ele é filho de uma grande amiga da minha mãe, então era óbvio que um dia, assim que a gente ficasse mais velhos, que íamos namorar. E namoramos. Perdi minha virgindade com ele até mas eu nunca curti os homens. Bom, pelo menos não curtia o sexo com o Arthuzinho. Ele era pauzudo demais.
- ... é o que?

Eu ouvi direito?


- Ele era pauzudo demais – ela repete.
- HEIN?!



-  Pauzudo demais! - afirma já rindo.
- OOOOOOOOOOI?!



- Hahahaha, pauzudo, Cacau! PAU-ZU-DO! Pau grande mesmo! Enorme! Parecia o rabo do Godzilla que mau cabia dentro das calças!
- WHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAT?!!


- Hahahaha, pois é! Arthuzinho tem um pênis enorme e me machucava e eu curtia zero o sexo! Era horrível sentar naquela jambrolha! Mas não foi nem por causa disso que virei lésbica. Ou melhor, não se vira gay nessa vida, se nasce assim. Mas como o sexo entre nós era uma desgrama por conta do tamanho daquele pau, decidi fazer um teste indo pra cama com outro cara e foi a mesma frustração. Foi aí que eu me dei conta que o problema nunca foi o tamanho do pênis do Arthur, era que eu não gostava de pênis nenhum mesmo!

Eu em sequência:





- Terminei com o Arthur quando percebi minha real orientação sexual e ele levou de boa. Seguimos amigos, mantemos contato até hoje e eis que o Facebook me notificou de uma lembraça muito fofa que ele acabou compartilhando em sua linha do tempo. Fui, comentei e pra quê... PRA QUÊ?! Fabricia ficou doida de ciúmes quando viu! Virada no Jiraya! Ela acha que eu quero dar pra ele de novo! Tentar virar bissexual e começou uma discussão sem sentido algum. Que raiva, cara! Tô farta dessas insanidades dela! Desde que a gente veio morar juntas que ela anda vendo cabelo em ovo, sabe? Tá um porre essa agressividade gratuita e eu juro que estou fazendo de um tudo para relevar mas não tá dando certo, não, Cacau.

Ok... OK... respira fundo, Camila. Respira fundo e meça suas palavras pois essa é uma situação delicada.

- Mallu meu anjo... tá mesmo um cu essa situação.

CAMILA EU DISSE PRA VOCÊ MEDIR AS PALAVRAS!
Cérebro, não enche meu saco agora e deixa o coração falar por nós.

- Não sei o que deu em vocês que estão brigando direto faz 2 capítulos. Daqui a pouco eu perco leitores e isso aqui precisa fazer sucesso pra ganhar uma adaptação no Netflix!
- É o quê, Cacau?!
- Mallu o que quero dizer é: vocês precisam parar com isso. Agora! Ou param ou terminam! Mas do jeito que tá não dá pra seguir, não! Você quer terminar com a Fabricia?
- Não! Não quero! Eu a amo demais! Pode não parecer mas a amo mesmo!
- Então vamô parar com essa merda, caralho! Brigar por pão? Por xampu? Por Arthuzinho Pauzudo?... Aliás desculpa mas o apelido já pegou, Arthuzinho Pauzudo.
- Hahahaha, tudo bem! Só não fala isso na frente da Fabricia, por favor!
- Jamais! Pra ela ficar mais puta do que já tá? A piada se mantém só entre nós. Mas enfim, sério Mallu, casar não é fácil. Viver com a pessoa amada tão pouco. O ser humano não é um bicho bom de se ter por perto 24 horas, por isso troco a companhia de muitos humanos pela a da Cake. Ela sim me ama na medida, me entende e não me enche o saco.

E isso é verdade, TE AMO, CAKE!



- Mas se você quer continuar com a Fabricia, terá de ter mais paciência com essas explosões emocionais dela e não cair na sua teia senão já era! Para de alimentar essas discussões mas também não a deixe pisar em você, te destratar. Cadê o amor próprio, criatura?!



- E outra, vocês precisam ter uma conversa muito séria. Eu disse conversa e não briga! Pra colocarem todas as cartas na mesa e uma mostrar pra outra o que a incomoda e resolver todas essas questões de uma vez por todas para, aí sim, seguirem em frente de maneira bonita e saudável. Nem só de amor vive um casamento, relacionamento é esforço e entrega total e diária, mas é também carinho, respeito e dedicação. Saiba o que quer, decida seu caminho e persista sim, até a balança do romance chegar à estabilidade. Agora se mesmo assim a parceria não conseguir mais oferecer aquilo o que ambas buscam uma na outra, então é porque a relação já não existe mais.
- Nossa Cacau, que profundo!
- Gostou? Li no Casal Sem Vergonha. Agora levanta essa cabeça princesa, ajeita a coroa na cabeça e chame sua rainha para comer um bolo de Red Velvet no Starbucks que a conversa entre vocês vai fluir que é uma beleza!
- Hein?!
- Vai por mim, esse bolo é uma ótima terapia de casal ;)

Nossa, quanto jabá numa única cena. Espero parcerias no futuro!


E Mallu seguiu meus conselhos e conversou mesmo com a Fabricia... no Starbucks de Botafogo! E adivinhem o que elas pediram? Red Velvet, claro! E assim como foi comigo e com o Pedro, a conversa entre elas super fluiu de maneira sensata e terminou com as duas se entendendo. GLÓRIA A DEUX \o/



E o clima lá em casa ficou bem melhor depois disso. Na verdade as coisas estão indo muito bem tanto entre elas como entre eu e o Pedro. Estou fazendo o que ele me pediu e mantendo menos contato com o Chouri. Não rompi amizade nem nada mas parei com os assuntos diários. E sabe que foi bom esse afastamento pois até o Chouri está indo bem com a Ana Júlia. Agora eles estão tão carne e unha alma gêmea bate o coração... amando essa good vibes do amor que pairou sobre o meu grupo. Que siga assim até 2022. E #elenão #eleNUNCA!

9 de junho de 2018
Loja C&A do Shopping Tijuca
4h43 pm


Sim, tá chegando o Dia dos Namorados! É nessa próxima terça-feira e pra celebrar a data, as meninas vão passar a noite numa suíte linda, alugada pela Fabricia no AirBNB. E com a casa "livre", chamei o Pedro para um jantar a luz de velas e ele amou a ideia! Então, com tudo devidamente organizado, eu e a Mallu fomos juntas comprar o presente para os nossos respectivos crushes.

- O que acha desse vestido? - pergunta Mallu me mostrando a peça.
- ...Uuuh... não sei... neon demais, não acho que é o estilo da Fabricia, tá mais para o seu.
- É, tem razão. É mais a minha cara, mesmo. Aí que difícil escolher uma roupa para outra pessoa, acho que vou comprar um Vale Presente que não tem erro!
- Aaaah não Mallu, aí perde o encanto da coisa. O legal é a gente comprar uma peça que sabe que a outra pessoa vai gostar pois mostra que você a conhece por completo.
- Aí mas a Fabricia é tão chata pra essas coisas. Tem um estilo muito peculiar. Tô com medo de errar na escolha... acho que ao invés de roupa vou comprar uma bolsa. Uma de praia. Dia desses ela tava falando de uma bolsa de palha que viu numa conta do instagram. Uma personalizada.
- Não era bolsa, era chapéu. Chapéu de palha com o nome escrito - corrigo.
- Isso! Chapéu! Será que tem aqui? Mas se tiver não deve ter com nome.
- É só customizar, com barbante grosso e pistola de cola quente. Eu faço pra você, é facín!
- Jura Cacau? Aí super agradeço pois eu sou zero habilidosa nessas coisas DIY. Vou ali na sessão de praia ver se tem esse modelo de chapéu e já volto.

Beleza, e eu sigo para a sessão masculina, a procura de algo que vá agradar e vestir bem o Pedro quando, eis que no meio de tantas peças básicas, avisto algo perfeito: uma camisa azul claro de manga curta, com estampa de gatinho!



E o gatinho ainda tá com a língua de fora! Amei! AMEI! E esse azul é lindo... é tão fun... já tô vendo a cara do Pedro ao ver isso, vai ri alto e entender o propósito da zoeira!... É isso, vou comprar!

E a compro. Peço para embrulhar para presente e saio da loja feliz da vida, com a sensação de dever cumprido. Só vem logo, dia 12 \o/


12 de junho de 2018
Nossa casa fofa na Rua Cardoso Júnior

E eis que o dia 12 chega. E faço tudo conforme o planejado:
- Chego cedo em casa;
- Preparo a janta (sopa de abóbora com croutons);
- Compro a sobremesa (creme de pitaya com raspas de coco);
- Coloco o vinho pra gelar;
- Arrumo tudo;
- Me arrumo;
- Espero o boy chegar pra comer a janta e ele!

MÚSICA DE CENA:


8h38 pm
A campainha toca e vou correndo, toda animada, para atender. E assim que abro a porta me deparo com um Pedro lindo, perfumado, mas com uma carinha de poucos amigos que eu vou te contar, viu...
- Oi amor! - digo toda sorridente enquanto me jogo em seus braços e lhe roubo um beijo.



- Oi linda. Tudo bem? - pergunta com uma voz jurubel.
- Tudo! E com você? Tá com uma carinha... aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu... perdemos um cliente muito importante hoje e com isso fui obrigado e demitir duas pessoas da minha equipe. Que merda, viu. Sem a verba total não dava para mantê-los trabalhando pra gente.
- Puxa Pê, que coisa chata...
- Nem me fala... foda que um deles vai ser pai agora. O bebê nasce no final de agosto, cê acredita? Tô me sentindo mesmo muito mal por ter feito isso mas não tive saída.
- Aaah Pê, não fica chateado... olha, eu preparei uma noite tão especial para nós dois.
- Tô vendo, adorei a decoração. Esse monte de velas acessas e espalhadas pela casa, curti - diz enquanto vai em direção a mesa que está no meio da sala, cercada de pétalas de rosa - Isso tudo é pra mim?
- E pra quem mais seria?! - digo num leve tom de deboche.
- E esse cheiro bom vindo da cozinha?
- Aaah você vai amar o nosso jantar! Preparei algo que eu sei que você gosta!
- Sério! O que?! - pergunta já se animando.
- Sopa de Abóbora! - respondo euforica, chegando a dar um pulinho.
- Sopa?! - exclama surpreso.


- É, sopa. De abóbora. Igual a que você tomou em Buenos Aires. Lembra quando a gente tava falando sobre a Argentina e você disse que foi lá que você conheceu e se apaixonou por sopa de abóbora e a acha a melhor do mundo.
- Sim, eu adoro sopa de abóbora mas...
- ...mas o que?! - pergunto cruzando os braços e já intrigada com a indignação.
-... mas é que eu pensei que a gente fosse comer algo mais substancial, como um lombo ou um peixinho ou até mesmo aquela carninha moída que você faz, carregada no extrato de tomate Heinz!
- Carninha moída?! - digo abasbaquada - Você queria comer carne moída no nosso jantar de Dia dos Namorados?!
- E qual o problema? Tua carne é top, amor! Fora que eu tive um dia pesado, tô varado de fome e não tava esperando tomar sopa hoje, não!
- Eu não tô acreditando nisso... eu NÃO TÔ acreditando! Eu preparo a sopa com todo amor do mundo e você me quer carne moída! Só pode ser piada...

E  frustrada eu fico com aquele desejo de Pedro. Mas respiro fundo, faço o mantra do Oudri Kanda Larrai e sugiro de pedirmos algo no iFood. Mas ele desconversa:
- Amor, tá beleza, a gente toma a sopa mesmo. Não tem problema. Chegando em casa eu vejo alguma outra coisa pra beliscar.
- "Chegando em casa"? Como assim "chegando em casa"? Você não vai dormir aqui? - estranho.
- Bom eu ia mas amanhã eu vou ter de acordar super cedo pra resolver essas questões de trabalho e com dois a menos na equipe vai ser um dia puxado. Então tava pensando em, depois do jantar, ir pra casa descansar e me preparar para o trampo.
- Mas Pedro, você pode dormir aqui!
- Camila não me leve a mal mas se eu ficar a última coisa que vamos fazer vai ser dormir que eu sei. Por isso, pra evitar o desgaste físico, melhor eu ir pra minha casa mesmo. Mas olha, te compenso no final de semana. A gente pode ir sabe pra onde? Pra Teresópolis. Meu primo Léo disse que alugou um quartinho numa pousada show por lá e a gente pode passar sábado e domingo por aqueles lados. O que acha?
- ...Aaah... Pê... tudo bem... - concordo meio que sem emoção.
- Perfeito. Fechou final de semana em Terê. Vai ser ótimo pra apagar essa semana que já está sendo bem ruim! E o tempo também não ajuda, anda bem escroto.
- Tá achando? Pra mim tá tão parisiense - ironizo.
- HAHA, só você mesma! Bom, vou no banheiro rapidinho e você vai colocando a mesa, beleza?! - pede me dando um beijo na bochecha.


OLHO PARA A CÂMERA E FALO:
- Que porra! Preparo tudo para esse homem e ele desdenha da minha sopa, não vai passar a noite comigo e ainda quer me levar pra passar o final de semana num quartinho em Teresópolis! Vai tomar na peida, vai...

Mesa posta. Nos sentamos e começamos a nos servir da sopa de abóbora.
- Quer croutons? - pergunto lhe mostrando uma vasilha repleta de croutons.
- Quero sim, dá aí. Vai dar sustância nisso aqui! - aceita, pegando a vasilha da minha mão e enchendo a sopa de torradinhas.

MEREÇO!

- Nossa Pê, que fome, hein! Mas guarda espaço pra sobremesa - brinco.
- Sobremesa? Opa, o que é?
- Creme de Pitaya.
- ... Creme de que?
- Creme de Pitaya, com raspas de coco.
- E o que é isso?
- Pitaya é tipo açaí, só que rosa e mais docinho.
- Uuuh... legal - responde meio que sem interesse.
- Que foi? Não esperava pitaya também? Vai dizer que queria sorvete napolitano?!
- E qual o problema de sorvete napolitano? Eu adoro sorvete napolitano! - se defende.
- Não há nada de errado com sorvete napolitano, eu também adoro essa joça só que quis fazer algo diferente e especial e você só tá sabendo desvalorizar.
- Não tô desvalorizando seu jantar.
- Tá sim!
- Não tô, amor! Tanto que a sopa está uma delícia! Você caprichou! E tenho certeza de que esse creme feito por você também deve estar ótimo.
- Eu comprei o creme! - afirmo já furiosa.
- Pois eu tenho certeza que você comprou o melhor creme do supermercado!
- E comprei mesmo! O MELHOR! Frooty, apaixonados por frutas há mais de 20 anos. Frooty. Simplesmente sinta.

Gente as propagantas tão pesadas nesse episódio. Quero cachê pelas divulgações!

- Pronto, então vamos comer creme de pitaya que bate sorvete napolitano! - fala brincando.
- Acho bom comer mesmo, comer tudo e sem mais reclamação! - digo ainda furiosa.
- Mas eu não estou reclamando! – reafirma.
- Tá sim! - reafirmo tentando segurar o choro.
- Num tô! - responde ainda num tom de brincadeira.
- Sim, você está! – digo num tom puta mesmo.
- Já disse que não tô! - afirma já perdendo a paciência.
- TÁ SIM!
- TÔ NÃO, CARAÍ!
- EU QUERO UM EMPREGO!
- VOCÊ NÃO TEM EXPERIÊNCIA!
- MAS EU PRECISO TRABALHAR PRA TER EXPERIÊNCIA!
- ENTÃO TRABALHE!
- É POR ISSO QUE EU ESTOU AQUI!
- PRECISA TER EXPERIÊNCIA!
- COMO EU VOU CONSEGUIR EXPERIÊNCIA SEM TRABALHAR?
- VÁ TRABALHAR!



- Ok Camila, o assunto entrou por um meme o qual eu nem sei ao certo como foi parar lá mas vamos acalmar os ânimos, por favor! - pede Pedre respirando fundo e se recompondo.
- Você tem razão - concordo também respirando fundo e ajeitando o cabelinho - …que tal comermos a pitaya agora?




Ok, Ok, sopa de abóbora tomada com sucesso e creme de pitaya saboreado sem mais birras. Agora vamos para a melhor parte da noite: a troca de presentes!

AEEEEH \o/


- Aqui Camila, eu espero que você goste - diz Pê enquanto me entrega uma sacola branca.

E dentro da sacola, há uma caixa amarela, enorme! Com a marca da Moleca estampada na tampa. É um sapato, já sei disso. Mas qual modelo de sapato?

A abro com cuidado e...:
- Pê... uma bota branca!
- É, daquela marca que você adora! Eu sei porque tem um monte de sapatos dela lá no seu sapateiro que eu vi. E a vendedora disse que esse modelo tá saindo muito, que é moda e você adora essas coisas novas. E aí, gostou?
- Aaah... HAHAHA!

SEM OR! Hebe vem me buscar agora, por favor! Essa bota parece bota da Paquita da Xuxa!


Não, mil vezes não! E esse modelo de sapato é super complexo de combinar, não há nada no meu guarda-roupa que orne com essa coisa! E ele ainda confundiu as marcas, eu gosto de sapatos da Melissa e não da Moleca! Bom, nada contra Moleca mas é que essa bota não estava nos meus planos de presente de Dia dos Namorados.

Mas não posso magoar o Pê, a cara dele de "acertei na escolha, né?" chega a dar dó. Boto meu modo Meryl Streep em ação e faço a atriz e interpreto a melhor namorada satizfeita de todas as séries:
- Aaah Pê, eu amei! Que bota "már lindra"! Era uma dessas que eu tava paquerando faz tempo! HAHAHAHA!


- Beleza! Eu sabia que você ia gostar! Agora cadê meu presente?
- Aqui chuchu...

E lhe entrego a sacola da C&A toda empolgada. Mas assim que Pedro tira a camisa de dentro do embrulho...:
- ... Ah...

A expressão de WTF é nítida. E a decepção é palpável até!


 - Gostou? É uma camisa com estampa de gatinho com a língua de fora! - digo enquanto aponto para a peça.
- É, eu tô vendo que é uma camisa com estampa de gatinho com a língua de fora, mas...
- ...mas?
- ...mas em qual ocasião você acha que eu vou usar isso?
- Como assim "em qual ocasião"? Na ocasião que você quiser usar, oras!
- Tá mas você sabe que no dia-a-dia não rola. A diretoria do escritório é muito exigente com relação as roupas dos funcionários e pedem que usemos peças extremamente formais e isso não é nada formal! - afirma erguendo a camisa.
- Tá Pê mas você não vive só no seu trabalho. Pode usar nos seus dias de folga!
- Tá mas...
- ...Mas o que, Pedro?! - pergunto já perdendo a paciência.
- Mas isso não faz meu estilo, Camila!
- Poderia, pelo menos, experimentar pra vê se gosta.
- Não gosto e não preciso experimentar pra ter certeza disso.

Filho da mãe! Eu detestei a bota mas não falei nada para não ferir seus sentimentos. Já ele não pensou duas vezes ao esculachar a blusa que comprei. Que vacilo!

- Quer saber, eu guardei a nota. Vou te dar e você pode ir até a loja trocar por algo mais "formal", o que acha? - sugiro num tom bem puta.
- Acho uma ótima ideia! - responde rispidamente.
- Aliás, tá ficando tarde. Melhor você ir, amanhã vai ter de acordar cedo para cuidar de suas questões no escritório e precisa estar disposto, não é mesmo?
- Tem toda razão. Melhor eu ir agora - concorda.

E sem mais, me levanto, vou até meu quarto, pego a nota da blusa, volto para a sala, a entrego a Pedro que a pega e a guarda no bolso da calça.

- Obrigado pela janta, estava tudo ótimo - fala sério.
- Disponha. Que bom que gostou - digo séria também.

E sem um beijo ou um abraço ou, até mesmo, um aperto de mão, nos despedimos e ele vai embora.

Definitivamente nada saiu como o esperado e esse foi, de longe, um dos piores janteres de Dia dos Namorados de todos os tempos! Mas não vou chorar. Me recuso a chorar! Apenas pego o resto de pitaya na geladeira e a devoro em 3 colheradas enquanto assisto a um filme bem imbecil no Netflix. Que se foda tudo também, viu. 


14 de junho de 2018

GRUPO MEAN GIRLS NO WHATSAPP
Johnny: Seguinte, 19 não é 20 e sim, eu decidi em cima da hora comemorar meu aniversário esse sábado lá no Bar Bukowski. É caro pra caralhow? É caro pra caralhow! Mas vale cada centavo e a primeira rodada de chopp é por minha conta e é meu aniversário e estou no meu direito de fazer chantagem emocional com todos vcs! E aí, quem VAMOS?
Mallu: Eu vou!
Fabricia: I´m in!
Eu: o/
Antônio/Chouri: Missão dada é missão cumprida.

MÚSICA DE CENA:

Quer saber? Que se dane! Vou no aniversário do Johnny com os meus amigos e sim, isso inclui o Chouri. E não, eu não chamei o Pedro. Não falei nada pra ele, até. Quer mais? Ainda vou sair com a droga da bota branca só pra ser afrontosa, hoje eu quero mais é causar e fazer a falsiane e bora logo pra cena dessa festa!


16 de junho de 2018
Bar Bukowski, Botafogo
10h29 pm

- Um brinde a você, Johnny Bandeira, sobrinho distante do Antonio Banderas (não me canso dessa piada!), por mais 1 ano de vida e que venham muitos, muitos outros! Amém! Te amo, caralho! – digo enquanto erguo meu drink.
- Um brinde!! – cumprimentam Mallu e Fabricia.
- Obrigado meninas, eu amo todax voxês Glória a Deux!



Cabo Daciolo, esse sim é mito!


E brinde feito, entornamos nossas bebidas ao mesmo tempo.

- Cara que saudade que eu tava de encher a cara com vocês! – digo euforica com aquele momento.
- Eu também tava com saudade pra cacete dessa vida loka que só a gente sabe levar. Na moral, não sei o que seria de mim sem vocês, não! – afirma Johnny já lacrimejando.
- Aaah para, senão eu me emociono, desgrama! – digo já suando pelos olhos. Odeio essa transpiração ocular (para nunca usar o termo “choro”).

E o amor fala mais alto e nós 4 nos damos um big mega abraço de urso! ESTAMOS MUITO FELIZES MESMO, CARA!


Que momento, senhores. Que momento! E quando olho para o lado, quem eu avisto? Ele, claro, Chouri! Só que… OU MAI LORDI… não, não pode ser verdade… meus olhos não estão vendo o que eles estão vendo!


 - E aí seus putos! Tudo certo?
- CHOURI!!! – e geral fica feliz com sua chegada.
- … Chouri… essa camisa… - pergunto abasbaquada e apontando para a sua vestimenta.
- Legal, né? Ana Júlia comprou pra mim de presente de Dia dos Namorados. Ela disse que ia me fazer rir.

Sim meu povo, Chouri está vestindo A MESMA CAMISA AZUL CLARO DE MANGA CURTA COM ESTAMPA DE GATINHO que compreo para Pedro!

OLHO PARA A CÂMERA E FALO:
- Vejam só, é nessas horas que você entende o significado da palavra paradoxo!

- E essa bota branca aí, hein Camila? Qual foi, tá fazendo cosplay da Paquita? – pergunta Chouri debochando.
- Chouri… na moral… você não sabe a saudade que eu tava de você!

E só me resta pular em cima desse sujeito e lhe dar um abraço repleto de carinho e devoção. Num posso com uma coisa dessas!

E quando eu dou por mim já estou dançando enlouquecidamente com ele na pista do segundo andar do Bar Bukowski.


Que delícia isso!

Começa a tocar Neon Trees e a gente se acaba!

MÚSICA DE CENA: 
E é nesse momento que eu esqueço quem sou, de onde eu vim, pra onde eu vou, como me alimento, como me reproduzo, como sobrevivo, hoje no Globo Repóter!

Só quero saber de dançar! E Chouri também! Então dançamos juntos, a dança maluca, claro. Porque somos desses!


- Aaah gente… que droga foi essa que eles usam? – pergunta Mallu a Fabricia e a Johnny ao nos ver completamente insanos na pista.
- Eu não sei só sei que quero 2 compridos! – afirma Johnny doido pra sentir essa vibe.

FODA-SE ME DEIXA SER QUEM EU SOU!

E eis que, no calor da emoção da dança, Chouri desliza até mim…



…se levanta e me puxa pela cintura e, rapidamente me joga pra trás e depois me puxa de volta!

E antes que eu possa ter qualquer reação com aquele passo de dança, os nossos olhares se cruzam e, de repente, o mundo ao nosso redor fica em silêncio.

Sinto meu corpo estremecer, os lábios ficarem secos, o coração bater mais forte e o pior de tudo… SINTO O CU PISCAR!

E quando o cu pisca você só tem duas opções:
#1 Dar o cu;
#2 Sair fugido(a) antes de cair na tentação e dar o cu.

Decidi pela segunda opção.

Me afasto de Chouri com um empurrão e saio correndo da pista, o deixando sozinho e sem entender nada?! Afinal estávamos de boa, curtindo e, do nada, eu fujo!

Sim, fugi o mais rápido que pude para fora do bar, e antes que ele viesse atrás de mim eu já estava dentro de um táxi, implorando ao motorista para me tirar o mais rápido possível daquele lugar! Ele obedeceu e arrancou o carro como se estivesse numa cena de Velozes e Furiosos! Quanta adrenalina em tão poucos minutos!


Chego em casa toda me tremendo de desespero! Cake fica eufórica ao me ver e pula em meus braços como quem diz “ME AME, HUMANA!”. A agarro com força, lhe dou um mega abraço e fico ali naquele momento até minha tremedeira passar.

- … é, é isso. A quem estou enganando? Ninguém né, só a mim mesma. Mas chegou a hora de resolver isso de uma vez por todas – digo a Cake, como se ela se importasse.

PENSAMENTO DE CAKE:
- É, não me importo. Mas te amo assim mesmo, humana.



17 de junho de 2018
Nossa casa fofa na Rua Cardoso Júnior

Naquela manhã de domingo eu mandei um WhatsApp para Pedro, perguntando se ele poderia se encontrar comigo no Starbucks do Botafogo Praia Shopping às 16h? Ele diz que sim.

E às 16h lá está Pedro, entrando na cafeteria, quando me avista já sentada numa das mesas, o esperando com 2 (duas) fatias de bolo Red Velvet.

Ele me cumprimenta com um beijo na bochecha e depois se senta em uma das cadeiras livres.

Pedro pergunta como estou e se está tudo bem e, sem rodeios, eu vou direto ao assunto:
- Pedro… acabou.

Definitivamente esse bolo ajuda você dizer qualquer verdade.

MÚSICA DE ENCERRAMENTO DESSE EPISÓDIO:

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Cacau dos Santos

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