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Orbiting: o fenômeno comum nos relacionamentos atuais

setembro 01, 2018Cacau dos Santos


Quem nunca foi stalkeado(a) pelo(a) @sumido(a) que atire a primeira hashtag!

É clássico: você conhece uma pessoa, rola uma coisa entre vocês (seja real ou virtual), e tá indo tudo muito bem até que ele/ela some... mas não por completo! Continua ali de olho no seu Snapchat, visualizando todos os seus Stories, curtindo cada foto sua no feed do Instagram (ou não mas que tá de olho, tá de olho) e não perde uma publicação sua no Facebook. Sabe como isso se chama, colega? Se chama orbiting!

Orbiting: pessoa que corta toda a comunicação direta com a outra, mas continua a acompanhar o que a outra faz nas redes sociais.

Ou seja, é quando o crush some por completo mas continua ali só de olho na sua vida virtual (até Twitter tá incluindo nessa!).


Orbiting vem de orbit, órbita em inglês, e esse comportamento foi batizado pela especialista em redes sociais nova-iorquina Anna Iovine, de 24 anos, que falou a respeito num artigo escrito por ela para o site Man Reppeller, e logo a matéria viralizou:
Comecei a sair com um cara - vamos chamá-lo de Tyler - há alguns meses. Nos conhecemos no Tinder e depois do primeiro encontro nos adicionamos nas redes sociais. Após o segundo, ele parou de responder às minhas mensagens. Assumi que havia acabado, mas percebi que ele ainda via tudo o que eu postava no Snapchat e no Instagram - e muitas vezes era o primeiro a visualizar as publicações... Quanto mais falava para meus amigos como Tyler estava agindo, mais percebia quão frequente é esse tipo de atitude. Uma amiga poeticamente me explicou esse fenômeno como uma maneira de tentar manter o outro em órbita - suficientemente perto para se verem e longe o bastante para nunca se falarem... Quando publiquei um print screen desse artigo no meu Instagram Stories e ele viu e não falou comigo, optei por bloqueá-lo e desbloqueá-lo em seguida para que não me seguisse mais. Já havia deletado o perfil dele da minha lista de amigos do Facebook e no Snapchat, inclusive. Mas me arrependo de não ter falado com ele quando me dei conta do que estava acontecendo. Fiquei confusa na época porque, pra mim, não faz sentido acompanhar a vida de uma pessoa você nem quer ver de novo. - Contou Anna em entrevista para a revista Cosmopolitan.
Segundo pesquisas, quem pratica o orbiting tende a ser motivado pela saudade, pela curiosidade ou pela vontade de relembrar momentos a dois. Ou como diria o sábio dos sábio, o ex-crush quer dar aquela "espiadinha" e tá aí as redes sociais para ajudar.

Outra explicação é que a prática do orbiting rola por conta da pessoa ter medo de ser esquecida por completo e as curtidas e as visualizações acabam se tornando um lembrete de que ele ainda está lá mas nem sempre o resultado é positivo. A pessoa stalkeada pode se sentir mal ou, até mesmo, perseguida, além do incomodo que fica no ar. Vale lembrar que tudo nas redes sociais ganham um peso maior e como certas atitudes não têm um significado claro, podem gerar (muitos) mal-entendidos.



E quem é mais orbiting nessa história toda?
Como esse comportamento é algo novo e que começou a ser estudado a pouco tempo, ainda não dá pra saber quem é mais orbiting nessa história toda? Se são os homens ou se são as mulheres? De qualquer maneira é sempre bom se cuidar para não se tornar um. Evite passar horas no celular e nas redes sociais, xeretando o(a) ex e busque compreender o porquê da vida virtual dele(a) ser tão relevante para você?




Ficar em órbita pra quê? Seguir em frente com os pés no chão, e de preferência fora das redes sociais, é bem melhor. 😉

#FicaDica


Infos e trecho da entrevista: Revista Cosmopolitan.
Desenhos: @nanaths

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