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Cacau dos Santos

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20 novembro 2017

Filmes para assistir no Dia da Consciência Negra (e nos outros 364 dias do ano)

  • novembro 20, 2017
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Feriado de 20 de novembro - data que celebra no Brasil o Dia da Consciência Negra - aproveite para ver (ou rever) filmes sobre a temática racial, que discutem temas como o preconceito e a inserção social e mostram que racismo ainda existem, sim, e deve ser enfrentado.


O Sol é para Todos
Começando a lista com um clássico que dói, até hoje, na alma. E mostra que o olhar racista não diminui muitos com o decorrer dos anos. O filme é baseado no livro de Harper Lee sobre uma cidade cheia de preconceitos no sul dos Estados Unidos na década de 30. A história é contada sob a perspectiva de duas crianças cujo pai é um advogado liberal que defende um lavrador negro acusado de estupro.



Os Donos da Rua
Temos aqui um jovem Cuba Gooding Jr., Ice Cube e Laurence Fishburne em um prisma sobre os jovens negros dos guetos americanos no final dos anos 80/início dos anos 90. Fala sobre a vida de Tre, um jovem que passa a morar na casa do pai na difícil área centro-sul de Los Angeles. Embora seu pai durão instigue valores adequados e respeito por ele, e sua devota namorada Brandi lhe ensinar sobre a fé, os amigos de Tre não têm o mesmo tipo de apoio. Constantemente, eles são atraídos para uma vizinhança de grande tráfico de drogas e cultura de gangues, com resultados cada vez mais trágicos.

John Singleton, idealizador do longa, se tornou o cineasta mais jovem e o primeiro realizador negro a ser indicado ao prêmio de melhor diretor no Oscar.



A Viagem da Hiena
Primeiro filme do aclamado diretor senegalês Djibril Diop Mambety, e considerado um dos melhores filmes africanos, com certeza um dos mais experimentais. companha a jornada de um homem e uma mulher que se sentem esquecidos pelo restante da civilização vivendo em Senegal e acreditam que uma vida melhor os espera em Paris, capital do país que colonizou sua terra natal.



A Cor Púrpura
O filme que revelou Whoopi Goldberg ao cinema e ainda mostrou o lado (excelente) de Oprah Winfrey como atriz! A história é sobre Celie (Goldberg), uma adolescente estuprada pelo pai, que engravida e depois é oferecida a outro homem contra a sua vontade. E no meio disso tudo você também acompanha as dificuldades da sociedade negra no sul dos Estados Unidos, no início do século XX. Durante trinta anos, o espectador segue a trajetória de Celie, até sua emancipação.



Corina, uma babá perfeita
E falando em Whoopi Goldberg, que tal se jogar nesse clássico da Sessão da Tarde?! Um empresário em ascensão precisa de uma babá confiável para cuidar de sua filha, Molly, que não fala desde que sua mãe morreu. Tudo parece estar perdido até que Corina Washington aparece e consegue conversar com a menina, garantindo o emprego de babá. O pai e a nova empregada iniciam um relacionamento inter-racial, considerado um tanto polêmico para os anos 50. Não só visto com maus olhos pelos amigos brancos do pai da casa como pela família negra da babá. O mais interessante nesse filme é a maneira inocente como Molly não enxerga essas diferenças raciais mas passa a ser vitima delas ao demonstrar todo o carinho que sente por Corina. Mais uma prova de quem ama não vê cor mas enfrenta a ira dos que vêem.



Histórias Cruzadas
Outro filme sobre babá e domésticas negras que são tratadas com desdem numa América racista mas que se garante não racista. Conta a história de Skeeter, uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark, a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.

Octavia Spencer é o alívio cômico do longa e ganhou um (merecido) Oscar de Atriz Coadjuvante graças a sua atuação. Não é bem um spoiler mas tente não se emocionar com a última cena do filme. É de partir o coração dos mais fortões (Viola eu te amo!).



12 Anos de Escravidão
Um filme duro e impetuoso, mas necessário. Steve McQueen mostra a trajetória real de Solomon Northup, um negro livre que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e vendido como se fosse um escravo. Ao longo de doze anos ele sente na pele os horrores da escravidão e passa por dois senhores, Ford e Edwin Epps, que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

O longa ganhou 3 estatuetas do Oscar, incluindo na categoria de Melhor Filme e de Atriz Coadjuvante para Lupyta Nyong´que hoje é uma forte representante da cultura negra em Hollywood.



Moonlight: Sob a Luz do Luar
Como esquecer a grande gafe do ano quando Warren Beatty e Faye Dunaway leram o cartão de Melhor Atriz ao invés de Melhor Filme, e anunciaram 'La La Land' como o vencedor da noite. O prêmio, na verdade, era de 'Moonlight', o filme que ninguém havia prestado atenção até aquele momento. Que bom que tudo isso aconteceu! Sério, que bom mesmo pois depois dessa situação vergonhosa (porém memorável) o longa acabou ganhando uma enorme repercussão e recebeu a devida atenção.

A história cruza questões de sexualidade, masculinidade, raça e classe para narrar a trajetória emocional de um homem em busca de respostas para as questões mais íntimas sobre si mesmo. Repleto de poesia, beleza e de uma sensibilidade, 'Moonlight' foi o primeiro longa com apenas negros no elenco a ganhar o Oscar de melhor filme.



Corra!
Primeiro lugar no ranking dos melhores filmes de terror de todos os tempos no Rotten Tomatoes e forte concorrente ao Oscar 2018! 'Corra!' é um daqueles filme que toca na ferida aberta de uma América hipócrita e pós-racial. Não dá pra falar muito senão acaba que entrega o filme mas no fim todos os acontecimentos te fazem parar e refletir sobre o quão racista pode ser uma sociedade que se diz lutar pelos direitos iguais. Há boatos de uma possível sequência. Tomará!


E vocês acharam que não ia ter Be-Errê nessa lista hoje? Acharam errado!


A Negação do Brasil
Documentário lançado em 2000, que mostra a história da telenovela no Brasil e particularmente uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros, que sempre representam personagens mais estereotipados e negativos. Tem completo no YouTube.



O Xadrez das Cores
Curta muito interessante e reflexivo, que conta a história de Cida, uma mulher negra de quarenta anos que vai trabalhar para Maria, uma velha de oitenta anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista. A relação entre as duas mulheres começa tumultuada, com Maria tripudiando em cima de Cida por ela ser negra. Cida atura a tudo em silêncio, por precisar do dinheiro, até que decide se vingar através de um jogo de xadrez. Tem uma temática semelhante com o de CORRA! Vale (e muito!) a pena assistir. Tem completo no YouTube.



Quanto Vale ou é por Quilo?
O filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que formam uma solidariedade de fachada. Tem completo no YouTube.



Bróder
Desde que nasceu, Macú vive na periferia de São Paulo. No seu aniversário, ele reencontra seus dois grandes amigos de infância. Eles vieram para a festa de Macú, que poderá ser ainda maior se Jaiminho for convocado para defender o Brasil na Copa do Mundo. Os dois amigos tentarão ajudar Macú a resolver seus problemas com a criminalidade local, enquanto se conscientizam que, embora separados pela vida, algo muito maior os une.Tem completo no YouTube.



Faroeste Caboclo
Baseado na memorável música escrita por Renato Russo, o longa acompanha a história de João do Santo Cristo, que deixa Salvador para tentar a sorte em Brasília. Lá, ele encontra a miséria e o crime, mas também descobre o amor nos braços de Maria Lúcia, por quem se apaixona e com quem gostaria de viver uma vida feliz. Porém, o envolvimento com o tráfico de drogas e com Jeremias, um traficante rival, coloca tudo a perder.

Considerado o Pulp Fiction brasileiro, o filme mostra sem mimimi como é difícil ser negro, pobre e menos favorecido num país hipócrita e que camufla a desigualdade não só racial como também social e cultural.


E aí, já escolheu seu filme de hoje?

Ps: VIVA O NEGRO!

Eu gosto de brincar de ser blogueira e aqui eu vou compartilhar com vocês um pouco do meu trabalho como designer e cool hunter. E também vou mostrar as novidades do mundo atípico e como fazer para interagir com esse universo porque... né!

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